ainda e sempre

faltam duas, três, quatro (  ? ) páginas para terminar minha tese. escrevendo assim parece mentira. e provavelmente é. estas poucas páginas depois de revisadas, lidas e relidas devem se multiplicar, perderem novamente os poucos pontos finais que elas encontraram para aliviar um pouco a aceleração dos meus pensamentos. mas enfim, eis que me encontro numa situação estranha: quando já não devia estar procurando mais referências e leituras sobre o tema da pesquisa, aqui estou eu, lendo mais alguns artigos publicados nos últimos meses, blogs de pesquisadores e tenho uma série de janelinhas abertas no meu computador. janelinhas que apontam para tantos mundos diferentes mas que, de alguma maneira, dialogam entre si. então, ao invés de escrever as duas, três, quatro (?) páginas finais do trabalho, estou aqui abrindo mais um blog e tentando aprender a mexer nesta plataforma. freud certamente deve explicar essa dificuldade do fim, mesmo de conseguir chegar ao fim de algo que eu realmente desejo tanto.

pois bem. então a idéia é utilizar este espaço para organizar minhas leituras e disciplinar (hein?) o processo da escrita. e como este processo é infinito, utilizo das páginas deste borrador virtual para este fim. “a página infinita da internet”, como dizia saramago.

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